Na estrada
Eles têm entre 9 e 11 anos, e estão em turnê. Os Cabinha é a terceira geração da banda de lata da Fundação Casa Grande, que toca com seus instrumentos de brinquedo, construídos por eles mesmos.
No show, o repertório é de rock, ou melhor, uma sátira a ele. Eles brincam com o “mundo rock” adulto, imaginando que estão tocando, enquanto a platéia acredita que está ouvindo. A postura é ainda de menino de interior, ou cabinha, como chamam os pequenos "Caba" (referência a homem) no sertão do Cariri.
Ao longo dos anos, os meninos da bandinha, que tem tradição de iniciação musical, se apresentaram ao lado de nomes como Lobão e Arnaldo Antunes, além da participação no espetáculo Mãe Gentil, de Ivaldo Bertazzo, com Zeca Baleiro. Também foram personagens do documentário Música do Brasil, de Belisário Franca.
Em abril de 2008 essa nova geração, formada por Arthur, Iêdo, Momô, Renê e Rodrigo se apresentou no palco do Itaú Cultural, em São Paulo. Selecionados pelo projeto Rumos, foram as únicas crianças a participar do projeto. Considerada uma das melhores formações, eles puderam contar com a tecnologia do estúdio da Fundação para gravarem seu primeiro cd, em que cuidam de todas as etapas: da composição das músicas à gravação em si.
Com suas guitarras e baixos feitos de madeira, acompanhadas de percussão e bateria compostas de latas, Os Cabinha, como bem identificou o músico Maurício Pereira, deseletrificou o rock, tantos anos depois do rock ter eletrificado a guitarra.
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Lá em Sampa vejo e ouço ‘Os Cabinha’ e acredito!
Na felicidade, no futuro, no humano, no Brasil!
Lá em Sampa vejo e ouço ‘Os Cabinha’ e me alimento!
De coragem, de força, do néctar essencial – a alegria!
Lá em Sampa vejo e ouço ‘Os Cabinha’ e agradeço!
Pelo carinho, pela crença, pelo otimismo!
Paulo Brandão - Produtor musical e baixista
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"Simplesmente fantástico!!! Os garotos, além de terem uma ótima performance, são muito carismáticos…"
Eduardo Borém - gaitista e tecladista dos Móveis Coloniais de Acaju |
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Acho que foi uma das experiências mais importantes que passei nos últimos anos, de certo modo foi como se eu tivesse me vendo ali , uma lembrança viva do que muitos que sonham em ser músicos já fizeram em suas casas ou nos seus cantinhos escondidos por vergonha, etc... Mas a musicalidade, o talento e a forma de brincar com e levando a sério tudo isso, é o que mais me impressionou. Viva Os Cabinha, e viva ao talento e a cultura nordestina que proporciona nos dias de hoje ainda podermos viver sonhos reais.
Paulo Rogério - saxofone tenor Móveis Coloniais de Acaju |
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A apresentação dos Cabinha foi muito especial. Desde a chegada dos meninos ao prédio, tudo foi cheio de alegria e profissionalismo também! Gravamos uma entrevista com eles que foi ótima e, sobretudo, na hora em que entraram no palco foram muito bem recebidos pelo teatro lotado. Eles “ganharam” o público muito rapidamente e a apresentação foi sucesso absoluto. Foi bacana depois ver que foram aplaudido quando entraram no teatro para assistirem a apresentação seguinte, de uma banda chamada Móveis Coloniais de Acaju
Edson Natale - Itaú Cultural |
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Os meninos arrasaram! O palco parecia a casa deles (e realmente lembra o Teatro da Casa Grande)! Eles são ótimos. Possuem o tempo certo de um espetáculo, a postura e a garra!
Consuelo de Paula - cantora |
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O show dos cabinhas foi excelente. Divertido e original. Foi um programa legal para a família toda. Impressionou o carisma dos garotos no palco, cativando a todos com sua simpatia. No final estávamos todos cantando o refrão:" no bar do meu tio Gordão, Gordão, Gordão"!
Eduardo Muzkat |
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Entrevista sobre OS Cabinhas |
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