Indicadores

População 12.891 habitantes

Área territorial 248 KM2
CEP 63.165-000
DDD- 88
Distância da Capital Fortaleza 560KM
IDH 0,637

Produção agrícola

Milho 3.750 toneladas
Arroz 1.500 toneladas
Feijão 263 toneladas

Empresas comerciais

Extrativistas 09 unidades
Transformação 21 unidades
Comércio 136 unidades

Agencia bancária

Posto do Banco do Brasil 01

Finanças Públicas

Receita orçamentária R$9.430,744,31
Fundo de Participação (FPM) R$ 3.971,944,72
Imposto territorial rural R$ 1.209,27
Produto interno bruto (PIB) R$ 37.769,00

Educação

Escolas de ensino Pré-escolar 17 (648 alunos e 49 professores)
Escolas de ensino médio 02 (644 alunos e 25 professores)
Escolas de ensino fundamental 22 ( 3.221 alunos e 146 professores)

Saúde

Estabelecimentos de Saúde que prestam serviço ao SUS Ambulatorial  5
Estabelecimentos de Saúde que prestam serviço ao SUS Internação  1

 

A ORIGEM DA CASA GRANDE, A HISTÓRIA DE NOVA OLINDA.

De Aldeia de Água Saída do Mato a Fazenda de Tapera

Entre o final do século XVII e início do século XVIII, Portugal deu início no Nordeste brasileiro um novo ciclo migratório de povoamento colonial, conhecido como “ciclo do couro”. Garcia D’Avila aportou no litoral da Bahia, criando a Casa da Torre. Através do seu imediato Afonso Sertão, estendeu os seus limites até o Povoado da Mocha, hoje Município de Oeiras, primeira capital do Piauí. As matas foram derrubadas, os pastos foram introduzidos, os povos conquistados e habitações coloniais erguidas, dando início assim as sesmarias.

Na região do povo Kariri, o ciclo do couro passou às margens do caminho das águas do rio da família dos Kariu-Kariri, soerguendo na Aldeia de Água Saída do Mato, uma tapera encruzada, sem paredes laterais, para servir como rancho de comboieiro no pernoite e descanso dos vaqueiros e suas manadas.

De Fazenda Tapera a Povoado de Tapera

Devido à boa qualidade dos pastos, logo o ponto de apoio se transformou em fazenda. No lugar da tapera foi construída uma casa grande, uma capela e um cemitério. Em volta surgiram às primeiras casas dos moradores que aos poucos foi se transformando em povoado, o Povoado de Tapera.

De Povoado de Tapera a Vila de Nova Olinda

Um dia, de passagem pelo Povoado de Tapera, apareceu um frade capuchinho, vindo de Olinda, Pernambuco, em direção ao sertão dos Inhamuns e pediu hospedagem na Casa Grande, o que lhe foi negado. O frade então se arranchou debaixo de um pé de Tamburil que ficava entre a capela e o cemitério. Durante o dia, os moradores do povoado foram pedir ao frade que rezasse uma missa na capela e que desse um novo nome ao povoado que trouxesse progresso para o local, pois “tapera” era muito feio. O frade atendeu o pedido e rezou a missa, mas conta a lenda que na missa ele disse:
“De hoje em diante o nome desse povoado será “Nova Olinda” para que fique marcado à minha passagem”. E tirando as sandálias bateu uma na outra e jogou uma maldição: “Mas tapera foi e tapera há de ser até que se acabe sua quinta geração”.

A Vila de Nova Olinda

Nova Olinda atravessou do século XVIII para o século XX como vila, distrito de Santana do Cariri. Em 1932, a Fazenda Tapera com a Casa Grande, foi comprada por dois mil Contos de Reis pelo Sr. Neco Trajano, um comerciante de rapadura casado com Dona Santana, uma viúva da Vila de Nova Olinda. Tiveram 5 filhos, além dos dois que cada um trazia. Em 1933 Neco trajano faleceu, deixando Dona Santana viúva pela segunda vez.

A lenda dos Cajueiros

Quando Neco Trajano comprou a Fazenda Tapera nela tinha 5 cajueiros enfileirados, cada filho do casal adotou um cajueiro e quando eles foram ficando adultos cada um que morria, em seguida o cajueiro também morria.

De vila a cidade, a emancipação  

Em 1956 Antonio Jeremias Pereira, casado com uma filha de Neco Trajano, tornou-se vereador por incentivo do povo da vila de Nova Olinda. Em um momento conturbado foi convidado a apaziguar os ânimos locais, aceitando se prefeito de Santana do Cariri. Ele aceitou a condição que o povo de Santana do Cariri apoiasse a emancipação política da vila de Nova Olinda. Em 14 de Abril de 1957, Nova Olinda foi emancipada como mais um novo município cearense.

A Casa Grande: de ruína a sua restauração

Na década de 70, a Casa Grande foi abandonada e se transformou em ruínas, dela, contavam-se lendas de botijas enterradas, da alma do frade que vagava nas horas mortas da noite, arrastando suas sandálias com um candeeiro na mão.
Em 1983 Alemberg Quindins, neto de Neco Trajano e sua esposa Rosiane Limaverde, iniciaram uma pesquisa de campo coletando lendas regionais para comporem músicas que resgatassem a pré-história do homem Kariri. Em suas andanças pelo sertão, além de várias lendas, foram desvendando todo um acervo arqueológico.
Em 1992 resolveram restaurar a velha casa grande da Fazenda Tapera, para dentro, funcionar o Memorial do Homem Kariri. A casa foi tombada como património histórico municipal e foi criada a Fundação Casa Grande.



Figuras de Nova Olinda

As figuras típicas das cidades do interior, no Brasil e no mundo, são originais por possuírem uma leitura própria do contexto em que vivem, conectadas a fragmentos universais. Suas variações traduzem rumos e indicam setas a serem seguidas. Conheçam-as... Elas é que realmente são as cidades!



Raciado
Dona Toinha
Expedito Seleiro
Téteu
Astral
Xavier do Fórro