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Indicadores População 12.891 habitantes |
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A ORIGEM DA CASA GRANDE, A HISTÓRIA DE NOVA OLINDA. De Aldeia de Água Saída do Mato a Fazenda de Tapera Entre o final do século XVII e início do século XVIII, Portugal deu início no Nordeste brasileiro um novo ciclo migratório de povoamento colonial, conhecido como “ciclo do couro”. Garcia D’Avila aportou no litoral da Bahia, criando a Casa da Torre. Através do seu imediato Afonso Sertão, estendeu os seus limites até o Povoado da Mocha, hoje Município de Oeiras, primeira capital do Piauí. As matas foram derrubadas, os pastos foram introduzidos, os povos conquistados e habitações coloniais erguidas, dando início assim as sesmarias. Na região do povo Kariri, o ciclo do couro passou às margens do caminho das águas do rio da família dos Kariu-Kariri, soerguendo na Aldeia de Água Saída do Mato, uma tapera encruzada, sem paredes laterais, para servir como rancho de comboieiro no pernoite e descanso dos vaqueiros e suas manadas. De Fazenda Tapera a Povoado de Tapera Devido à boa qualidade dos pastos, logo o ponto de apoio se transformou em fazenda. No lugar da tapera foi construída uma casa grande, uma capela e um cemitério. Em volta surgiram às primeiras casas dos moradores que aos poucos foi se transformando em povoado, o Povoado de Tapera. De Povoado de Tapera a Vila de Nova Olinda Um dia, de passagem pelo Povoado de Tapera, apareceu um frade capuchinho, vindo de Olinda, Pernambuco, em direção ao sertão dos Inhamuns e pediu hospedagem na Casa Grande, o que lhe foi negado. O frade então se arranchou debaixo de um pé de Tamburil que ficava entre a capela e o cemitério. Durante o dia, os moradores do povoado foram pedir ao frade que rezasse uma missa na capela e que desse um novo nome ao povoado que trouxesse progresso para o local, pois “tapera” era muito feio. O frade atendeu o pedido e rezou a missa, mas conta a lenda que na missa ele disse: A Vila de Nova Olinda Nova Olinda atravessou do século XVIII para o século XX como vila, distrito de Santana do Cariri. Em 1932, a Fazenda Tapera com a Casa Grande, foi comprada por dois mil Contos de Reis pelo Sr. Neco Trajano, um comerciante de rapadura casado com Dona Santana, uma viúva da Vila de Nova Olinda. Tiveram 5 filhos, além dos dois que cada um trazia. Em 1933 Neco trajano faleceu, deixando Dona Santana viúva pela segunda vez. A lenda dos Cajueiros Quando Neco Trajano comprou a Fazenda Tapera nela tinha 5 cajueiros enfileirados, cada filho do casal adotou um cajueiro e quando eles foram ficando adultos cada um que morria, em seguida o cajueiro também morria. De vila a cidade, a emancipação Em 1956 Antonio Jeremias Pereira, casado com uma filha de Neco Trajano, tornou-se vereador por incentivo do povo da vila de Nova Olinda. Em um momento conturbado foi convidado a apaziguar os ânimos locais, aceitando se prefeito de Santana do Cariri. Ele aceitou a condição que o povo de Santana do Cariri apoiasse a emancipação política da vila de Nova Olinda. Em 14 de Abril de 1957, Nova Olinda foi emancipada como mais um novo município cearense. A Casa Grande: de ruína a sua restauração Na década de 70, a Casa Grande foi abandonada e se transformou em ruínas, dela, contavam-se lendas de botijas enterradas, da alma do frade que vagava nas horas mortas da noite, arrastando suas sandálias com um candeeiro na mão. |
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Figuras de Nova Olinda As figuras típicas das cidades do interior, no Brasil e no mundo, são originais por possuírem uma leitura própria do contexto em que vivem, conectadas a fragmentos universais. Suas variações traduzem rumos e indicam setas a serem seguidas. Conheçam-as... Elas é que realmente são as cidades! |
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Raciado |
Dona Toinha |
Expedito Seleiro |
Téteu |
Astral |
Xavier do Fórro |
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