![]() |
Ana-me |
No penúltimo dia da Conexão Brasil, trouxemos para a Fundação Casa Grande, o espetáculo- Ana-me, do grupo Teatro de Senhoritas, baseado no conto- Amor- de Clarice Lispector. As Senhoritas prendem a concentração do público e deixa todos boquiabertos. E para saber mais como foi construído esse espetáculo, conversamos com algumas integrantes. “Bem eu sou Sandra Pestana , sou do interior de São Paulo, mas moro há três anos em São Paulo. Fiz a UNICAMP, onde conheci a Ise e a Débora; fundamos a companhia Zero e dessa companhia, fundamos o Teatro de Senhoritas. Estamos trabalhando juntas há quatro anos, esse é o nosso segundo espetáculo, o Ana-me, é uma peça que é baseada no conto – amor- da Clarice Lispector, livremente inspiradas a gente partiu dela para construir. A princípio foi a pesquisa de mestrado da Débora, depois eu e Isa entramos para colaborar, já trabalhávamos juntas e aí criamos esse espetáculo.” Débora Zamarioli “O espetáculo Ana-me foi produzido a partir de uma pesquisa de mestrado feita por mim, na UNIP, partiu de uma pesquisa acadêmica que teria de ter uma parte teórica de manifestação, que eu escrevo todo o processo. E a parte prática, que é justamente o espetáculo,nessa pesquisa eu trabalhei muito com o corpo e a partir do corpo criei essa personagem. Escolhi o conto- Amor- da Clarice porque era um conto que eu me identificava e movia pra criação. Eu tinha vontade de fazer essa Ana-me meio cego, indo para o jardim botânico,mas a vida dessa mulher como seria? Então escolhi esse conto, e como ele estaria em meu corpo,aí eu fui criando os personagens e as sensações e depois as meninas entraram e fizeram essa dramaturgia. A personagem principal ela não fala, o programa de rádio é quem, fala pra ela, por ela e toda essa história de começo, meio e fim, a gente se baseou nesse conto mas transformou, a gente criou em cima dele. No começo Ana era uma criatura tridimensional, um deseninho , era um bonequinha que depois foi ganhando profundidade, Sua tridimensionalidade, e essa é a questão do cenário ser preto e branco, porque brincamos com linhas, com desenhos. É uma alegria muito grande, é gostoso, o que acho mais legal é que durante alguns minutos a gente teve junto e foi um encontro; e depois a gente fica com um pedacinho de cada um, porque é uma vibração que acontece no palco e que fica alguma coisinha que começa a se esparramar e a gente não tem muito controle, é um trabalho continuo e de troca.” Teatro de Senhoritas. |