...E Se

Segundo dia da 12ª Mostra SESC Cariri de Cultura e o teatro Violeta Arraes - Engenho de Artes Cênicas recebe em sua casa o espetáculo “...E Se” do grupo Tato Criações Cênicas de Curitiba/PR, que encantou a platéia com suas músicas e seus personagens.

Em uma breve conversa com um dos integrantes do grupo Tato Criações Cênicas, tivemos a oportunidade de saber um pouco mais sobre a criação deste espetáculo e com ele funciona.
Dico Ferreira: “Esse é o segundo trabalho da companhia que estreou em março de 2008, tinhamos outro trabalho de mãos também, que era um trabalho voltado para o público adulto que se chama Tropeço e o ...E Se surgiu porque como o Tropeço é um trabalho voltado para os adulto, as crianças queriam participar, queriam assistir, então a gente sentiu a necessidade de fazer um trabalho pra criança e então resolvemos montar este espetáculo que ganhou o prêmio Mirian Muniz, da Funarte e a gente montou essa peça com o prêmio. O espetáculo surgiu primeiro do título, e a gente trabalha com a proposta da criação da dramaturgia em cena, então mandamos esse nome, porque a gente queria saber o que íamos falar com esse nome, porque, como é um espetáculo para criança, o que queríamos falar pra elas? Uma das coisas que queríamos falar pra elas era das escolhas, sobre as atitudes, o que minha atitude interfere na vida dos outros. A ideia dessa peça era isso mesmo, era falar do que uma atitude pequena, mínima, pode fazer muita diferença na vida de uma pessoa, uma coisa que pra mim não vai me custar nada, pode mudar a vida de outra pessoa. Não precisava ter um herói ou um vilão na história, porque as pessoas não são assim, sempre boas ou sempre más, são pessoas, tem momentos, então isso é uma coisa muito forte não vai ter um personagem central, tem um menino que é ajudado por todos mais ele não é um herói, ele também é mal, ele também vive na rua, ele pega coisas, mesmo com a pureza das crianças ele também tem seus dois lados. O nosso espetáculo está sempre em processo, que é como a gente acredita. Meu trabalho Tropeço tem 6 anos e a gente acredita que ainda está em processo e na hora que a gente percebe que o processo acabou é porque o espetáculo já não tem mais razão de existir. Os personagens surgem da experimentação dos objetos, das coisas. Surgiu vários personagens, mais a gente foi selecionando aqueles que tem mais haver com a história e de todos restaram apenas oito. No final do espetáculo a gente ouve as crianças, ouve as sensações que elas sentiram, pra saber aonde é que a gente está tocando e onde é que a gente ainda pode tocar. E é pela resposta delas que a gente tem tentado melhorar o espetáculo cada vez mais.”