Entrevista com Luis Igreja diretor do espetáculo Maria Eugênia

Neste dia 17 de novembro o espetáculo Maria Eugênia, se apresentou no Teatro Violeta Arraes – Engenho de Artes Cênicas. Valêsca Moura e Jenfte Alencar assessores de imprensa da Fundação Casa Grande, aproveitaram a oportunidade e fizeram uma breve entrevista com o diretor do espetáculo Luis Igreja. Confira.

Do que trata o espetáculo e o que ele quer mostrar?

O espetáculo trata sobre a vida de moradores de rua, mas sobre o ponto de vista do palhaço. Fizemos uma pesquisa muito grande sobre o dia a dia e o cotidiano dos moradores de rua. Que nas cidades grandes como Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte é muito presente. Então resolvemos ficar atento a vida desses moradores e criar um espetáculo em cima desse tema.
O espetáculo tem muita poesia, trata essa realidade dura, com leveza, poesia e muito riso. Porque apesar de muita dureza e sofrimento das pessoas que moram na rua, como observamos, elas praticam as mesmas vivencias que temos em nossos lares. Cuidando dos seus objetos, seja uma caneca que bebem água, travesseiro onde dormem, o cachorro que cuidam, enfim, apesar da falta de estrutura, eles vivem também em um mundo de amor e fraternidade. Esse espetáculo fala muito disso, sobre a importância do amor e da amizade, porque sozinho a gente não chega a lugar nenhum.  

Como o público recebe este espetáculo?

A principio o espetáculo é direcionado ao público infantil, mas como esta linguagem de teatro dos gestos, e principalmente a linguagem do clown, assemelha um pouco com a linguagem do Charlie Chaplin, que consegue falar para todas as idades. E conseguimos também esse resultado com o espetáculo. E aqui em Nova Olinda, a participação do público foi muito boa, participaram do espetáculo inteiro. É um espetáculo que não tem fala, e o público fez silêncio onde tinha que fazer, riram muito e se divertiram. Eu costumo dizer que a espetáculos e espetáculos, há dias em que o público esta inteirinho do começo ao fim e aqui foi desta forma.

Há quantos anos existe a companhia?

A Cia. Já existe há 23 anos. Formou-se no meio dos anos 80, através da iniciativa do diretor Dácio Luna, que não está mais entre nós, ele passou alguns anos estudando na Europa e trouxe um pouco da formação. Eu entrei em 1989 e hoje em dia sou o diretor da companhia, e a gente vem desenvolvendo uma série de trabalhos. E para o Cariri trouxemos além do Maria Eugênia, um espetáculo adulto chamado A Margem, também sobre o universo dos moradores de rua, e com os atores de Maria Eugênia.

Você ver a mostra como uma ação educativa?

Com certeza. Eu acho a mostra de uma riqueza muito grande. Trazer grupos de diversos lugares fortalece e estimula muito a cultura local. E existe muito clara uma cultura regional do que se conhece, e é fundamental a troca. Eu acredito que o homem não vive sem troca, como não vive sem cultura e a cultura se alimenta desse encontro. E é fundamental essa mostra, e eu acho que o SESC junto com os artistas estão de parabéns. E é muito bom está aqui, estamos muito felizes. Fomos recebidos por está garotada que faz acontecer. Acho que é a primeira fez que vejo um teatro fazer e acontecer na mão de meninos e meninas, de uma maneira tão profissional. E quero ressaltar que talvez a única no país.