Entrevista com Diana Gandra

A meninada da Casa Grande teve o prazer de conviver durante duas semanas com Diana Gandra. Ela veio do Rio de Janeiro para ministrar uma oficina de roteiro, através do projeto - Habitar no Tempo - criado por André Magalhães e Vanessa Louise. Confira na entrevista o que a cineasta e fotógrafa Diana fala da experiência vivida na Fundação.

Confira a entrevista logo mais abaixo;

1- Nome, profissão e cidade?

Diana Gandra, cineasta e fotógrafa, Rio de Janeiro.

2- Como você soube da existência da Fundação Casa Grande? E qual sua ligação com André Magalhães?

Eu soube da Casa Grande através do André. Ele sempre comentava da casa, manda e-mails contanto das experiências que viviam por lá, nos enviada o blog dele com os links da Fundação...Desde lá minha curiosidade foi aumentando, e meu desejo de conhecer a Fundação também.
Conheci André em 2007 num trabalho muito especial: a gravação do CD-LIVRO de d. Maria do Batuque de São Romão, uma cidade ribeirinha ao São Francisco em Minas. André foi daquelas pessoas marcantes em minha vida.

3- Qual o objetivo da sua vinda ao Cariri, especialmente a Fundação Casa Grande?

O objetivo, a princípio, foi realizar uma oficina de roteiro e outras partes da realização de um filme como: fotografia, montagem, animação. Mas daí ao longo do tempo, esses objetivos foram se ampliando. Não apenas para a realização da oficina, mas uma troca entre eu e todos da Fundação. Além disso, senti uma grande necessidade e prazer de somar e receber ao máximo para o projeto, indo além do ensino de métodos de roteiro. Inclusive, a oficina acabou tomando outro rumo.

4- O que foi desenvolvido nessas duas semanas que conviveu com a meninada?

Nos primeiros dias fui apresentada ao trabalho da Fundação: como ela funciona, seus vídeos, desenhos, produções. Não é algo comum no mundo um lugar como a Casa Grande. Então, para dar uma oficina ali, não seria uma oficina tradicional.
Por isso, desenvolvemos mais intensamente no início - e aos poucos ao longo do processo - a grande razão para um roteiro, os grandes pais: a vontade, a inspiração, a motivação.
Desenvolvemos também a união e despertar de idéias das pessoas que aparentemente não estavam diretamente ligadas a produção audio-visual: para unir mais ainda todos na concepção do filme.
Vimos filmes e pedaços de filmes com comentários filosóficos e técnicos de roteiro, filmagem e montagem.
Trabalhamos muito um a um, também. Cada jovem e criança com sua característica pessoal para que fosse bem desenvolvida. Como por exemplo: conversamos sobre suas produções pessoais e como melhor desenvolvê-las. Abordamos também o programa de animação After Effect: uns mais, outros menos – aprofundaremos em março -.
Ensinamos sobre storyboard e alguns métodos para se desenvolver um roteiro e qual método faríamos neste trabalho. Daí, cada um fez seu pré-roteiro para que uníssemos e discutíssemos essas idéias e seguir para a prática de filmagem.

5- Quais suas impressões sobre a Fundação Casa Grande?

A minha impressão é de que: se cada cidade “imprimisse” os papéis que a Fundação assume sobre a sociedade local e mundial, sem dúvida nosso planeta seria muito diferente.
A mente e, consequentimente, a alma das pessoas que passam por ali, são convidadas a se expandirem. Quem tem a ânsia da procura, encontra ali seu descanso. Desde muito nova procurei um lugar assim que nem sabia existir.

6- Quais são seus planos para o futuro ligados a Casa Grande, o projeto Habitar no Tempo e a meninada? Pretende voltar?

Quando se entra na Casa Grande a gente logo pensa: que dia eu voltarei para cá? Será que dá para adiar minha volta?
Meu planos são muitos. Mas os esclarecidos são em relação ao projeto de André e Vanessa: Habitar no Tempo.
Voltarei para desenvolvermos mais Animação e posteriormente Montagem. Além de outras coisas.
Sabendo sempre, de que recebo muito mais do que me ofereço – e não é pouco.
Quanto à meninada: estamos ligados agora.

7- Deixe uma mensagem.

Na Casa Grande nos expandimos. Vemos que um novo mundo já é possível de se colocar em prática. O mundo da divisão, da responsabilidade, da execução, da prática e dos sonhos. Cada um descobre seu dom e aprende a executá-lo.
Um mundo aonde a arte se torna parte de nossa vida: nós a fazemos e aonde ela nos faz.