Passagem da banda Bazar Pamplona pelo Teatro Violeta Arraes teve a participação de Os Cabinha

Vestida com a camiseta da Casa Grande, a banda paulistana convidou Os Cabinha para uma participação especial no show realizado pelo projeto Arte Retirante, do CCBNB Cariri

 

A banda paulistana Bazar Pamplona se apresentou no último sábado, dia 30 de agosto, no Teatro Violeta Arraes, dentro do projeto Arte Retirante, do Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri.
Em Nova Olinda, o grupo formado por Estevão Bertoni (vocal e guitarra), João Victor (guitarra e gaita), Rodrigo Caldas (bateria) e Pingüim Miranda (originalmente tecladista, mas que assumiu o baixo e a escaleta na ausência de Rafael Capanema) contou com uma participação especialíssima: dividiram o palco com Os Cabinha em duas músicas. Na primeira, “Eu Vou” Bertoni se auto-declarou um Cabinha. Já Os Cabinha entrou na onda de O Gringo, como percussão. O menino Thiago Rodrigues, de um ano e 10 meses, subiu ao palco com o irmão-cabinha Rodrigo Alves, de 11 anos. E de lá não saiu: munido de seu instrumento de madeira, foi a terceira guitarra do Bazar Pamplona durante o resto da apresentação.
O show encerrou a turnê dos criativos rapazes pelo Ceará. Ao todo, foram cinco shows, sendo dois deles no CCBNB de Fortaleza, um na unidade do Cariri, em Juazeiro do Norte, e mais uma apresentação no Café Estação, no Crato.
A passagem do Bazar Pamplona pelo Ceará também rendeu a oficina “Cultura Pop”, na ong Verde Vida, do Crato, culminando em um fim de semana especial: os meninos da instituição, localizada no sítio Catingueira foram os escolhidos do mês para participarem do programa de intercâmbio pelo Pontão de Cultura.

Abaixo, a crítica escrita por Franklin Lacerda, professor de audiovisual do Projeto Verde Vida e membro do Coletivo Malungo:

Experiência Lúdico / Sonora

Quatro caras, alguns instrumentos e muito o que comunicar. Havia também um palco, luzes e música rolando. As pernas mexiam!
Era o público inquieto respondendo á musicalidade Pamplona. Era como se debaixo dos bancos do teatro passassem Paulistas, Augustas, Pamplonas e Consolações. Seriam constelações?
Surgem alguns Cabinhas, Pré-Cabinhas e, de repente, aquele palco se transforma em um pátio cheio de meninos. Seriam os incríveis totens dos Bazares?
Não, era a quarta parede do Teatro se rompendo com as mãozinhas sonoras e bolinhas de papel anunciando que o espetáculo, agora, era o encontro dos Cabinha da cidade grande com Os Cabinha do sertão.
Era o fim da espera das nuvens carregadas.

E choveu sorrisos.

Muitos!

 

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