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Madrigal Paidéia retorna ao Teatro Violeta Arraes Engenho de Artes Cênicas, após seis anos. |
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| Neste dia 10 de novembro, recebemos através da 10ª Mostra Sesc Cariri de Cultura, dentro do projeto Sonora Brasil, o Madrigal Paidéia, primeiro espetáculo musical a ser produzido no Teatro Violeta Arraes - Engenho de Artes Cênicas após sua inauguração. Segundo dia de mostra: muitas caras novas, bastante coisa para ser vista e apreciada, mas também espetáculos e grupos já conhecidos. Um deles, que se apresentou dentro da programação do Conexão Brasil, é o Madrigal Paidéia, grupo que há seis anos foi o primeiro espetáculo musical a ser produzido no Teatro Violeta Arraes - Engenho de Artes Cênicas.Para quem não conhece, madrigal é um coro pequeno de cantores, tendo como característica o repertório mais rebuscado, às vezes até mais difícil, e como disse Wander Nascimento, um dos cantores do coro, “o madrigal enfrenta esses desafios e faz músicas de primeira qualidade”. Outra característica é cantar à capela, que são apenas vozes sem nenhum instrumento acompanhando. Nascimento acrescenta ainda que “por isso não seria correto, como acontece em muitos lugares do Brasil, o pessoal anunciar: ‘agora o Coral Madrigal Paidéia’, ou é um coral ou é um madrigal e no nosso caso somos um madrigal chamado Paidéia”. “O repertório apresentado foi sobre o coral de Vila Lobos, sendo ele um compositor brasileiro muito famoso, pouco conhecido no Brasil, bastante conhecido na França, nos Estados Unidos e o que demos foi um deslumbre daquilo que ele escreveu, das coisas mais difíceis até as mais simples. Heitor Villa Lobos pertenceu a uma equipe de governo do Getúlio Vargas que difundiu as musicas nas escolas de todo o Brasil e mostramos um pouquinho do repertório das escolas, da música erudita de Vila Lobos”, acrescenta o maestro Emanuel Martinez. O grupo foi formado especialmente para essa turnê de 74 concertos em todo o Brasil, com apenas quatro meses de existência, mas todos os cantores já tinham experiência, pois cantavam em outros grupos.Para o Madrigal Paidéia, voltar após seis anos está sendo uma honra pois, como dizem, são eternos admiradores da Casa Grande, e ver o teatro bem mais evoluído é uma alegria para eles.Em relação à mostra, acrescentam que é interessante a diversidade, vários estilos juntos, mas acham que falta um pouco mais de trabalho direcionado para as crianças, principalmente na área de música. |
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