Violeta foto de 15 anos

 

Violeta Arraes tem sido, em suas atividades politicas e culturais, assim como em sua vida pessoal, um modelo de solução dos problemas estéticos, éticos e identitários do homem brasileiro. É que nela o movimento de desprovincianização se dá junto com o aprofundamento da identidade regional. O homem cariri afirma-se como homem brasileiro que, por sua vez, se afirma como homem do mundo.

Entre os últimos anos da década de 1960 e os primeiros da década de 1970, a casa de Violeta em Paris era como que uma embaixada do Brasil profundo na Europa. Os exilados pelo regime militar ali encontravam carinho e ensinamentos. Dos livros, filmes, peças bailes que eram recomendados aos modos a um tempo despojado e elegantíssimo que ela e seu marido Pierre Gervaiseau exibiam, tudo ali contribuía para a regeneração dos espíritos dilacerados pela infelicidade histórica.

Quando, depois da anistia,Violeta voltou ao Brasil, foi seu trabalho na Secretaria de Cultura do estado do Ceará que deu continuidade a esse gesto generoso, ampliando sua envergadura, pois tratava-se de oferecer a mesma acolhida aqueles que estão desde sempre exilados dentro do território nacional: os sertanejos, os esquecidos.

Violeta é uma cearense do Cariri que, ao lado de seu irmão Miguel Arraes, marcou a história de Pernambuco na primeira metade dos anos 1960; conheceu de perto o sofrimento dos primeiros expatriados da ditadura; acompanhou com cuidados maternais a segunda leva de exilados, a de depois de 1968; e voltou para orientar a participação do estado no desenvolvimento cultural da sua região. Em todos esses momentos ela foi um exemplo de dignidade. E segue nos ensinando,com conversas, com gestos,com as roupas que escolhe para vestir - e esperamos que outra vez também com poderes oficiais - como se faz para dignificar o ser cariri, o ser nordestino,o ser brasileiro, o ser humano.

Texto Caetano Veloso
Violeta Arraes e seu irmão Miguel Arraes quando Prefeito em Recife



Violeta e o esposo Pierre Gervaiseau




Violeta com 12 anos ao lado da mãe D. Maria Benigna e do pai Sr. José Almino


Hanri e Maria Benígna filhos do casal


Violeta Arraes e Caetano Veloso em Paris 1970

Violeta Arraes e Gilberto Gil em Londres 1972
Violeta e Maria Bethânia em Lisboa




Violeta Arraes e Alceu Valença durante a restauração do Teatro José de Alencar. Fortaleza-Ce


Violeta e Naná Vasconcelos




Violeta Arraes e Raimundo Fagner quando Secretaria da Cultura do Estado do Ceará


Violeta e Burle-Marx




Violeta Arraes, Alembeg e Rosiane quando reitora da Universidade Regional do Cariri - URCA.


Violeta Arraes e Maria Eliza Costa, Arquiteta do Teatro Violeta Arraes - Engenho de Artes Cênicas.
Nova Olinda-Ce.


Violeta Arraes no Aniversario de Helder Câmara




Violeta Arraes e Trancredo Neves durante a campanha das “ eleições direta”



Violeta Arraes recebendo Fernando Henrique Cardoso no Exílio em Paris



Violeta Arraes recebendo Lula em campanha Presidencial no Crato-Ce



Violeta Arraes recebendo Tasso Jereissati em Paris durante o Natal